A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, conformou à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que vai dar início a perfuração de um novo poço exploratório em águas profundas da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.
Batizado de Mãe Ouro, o poço ficará a 52 quilômetros da costa potiguar e a mais de 2 mil metros de profundidade. O início da perfuração depende apenas da liberação do Ibama e que deve acontecer até janeiro de 2026.
“A perfuração desse terceiro poço sinaliza o compromisso da companhia em desenvolver a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, trazendo grande potencial de desenvolvimento econômico para o Rio Grande do Norte, com geração de emprego e renda para o nosso povo”, afirmou a governadora.
Na mesma área já foram perfurados os poços Pitu Oeste e Anhangá, nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762, que estão em fase de análise de viabilidade técnico-comercial. Os três projetos integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.
O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, reforça que as chances de novas descobertas no poço Mãe Ouro são promissoras e podem consolidar um polo de exploração de petróleo e gás offshore no estado.
Estratégico
O anúncio do terceiro poço no Rio Grande do Norte ocorre em um momento estratégico para a Petrobras e para a região. A chamada Margem Equatorial — faixa marítima que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte — é considerada uma das últimas fronteiras exploratórias do Brasil. Em abril passado, a Petrobras já havia divulgado a intenção de intensificar investimentos nessa área, considerada chave para a reposição das reservas nacionais de petróleo e gás.
Apesar das expectativas, a região tem enfrentado desafios. No leilão realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em junho, blocos ofertados na costa do RN não despertaram interesse de empresas privadas. A ausência de propostas foi atribuída a fatores como riscos ambientais, insegurança regulatória e menor atratividade geológica em comparação com outras áreas, como o pré-sal e a Foz do Amazonas.

