Por Walter Santos
O Advogado, escritor, Membro da Academia Pernambucana de Letras e estrategista Antônio Campos resolveu investir na nova fase da IA na mídia anunciando 8 veículos de comunicação, mas paralelamente insiste em discutir o futuro da sociedade. Ele tem proposta provocadora:
“A nossa proposta é a criação de uma governança global para a Inteligência Artificial, através de órgãos internacionais e de regulamentação que precisa urgente ser criada.
É um tema que não pode se fugir, tem que se enfrentar, antes que seja tarde”, comentou.
CONJUNTURA GLOBAL
Para ele, “a Inteligência Artificial (IA) tem se consolidado como uma das forças mais transformadoras do século XXI, despertando entusiasmo e receios em igual medida. O historiador e professor Yuval Noah Harari, referência mundial em análises históricas e sociais, esteve recentemente em São Paulo para participar da prévia do São Paulo Beyond Business (SP2B).
Ele acrescenta: “ Durante o evento, Harari fez um alerta contundente sobre o futuro próximo:
“Muito em breve, a IA inventará novas estratégias militares, novos tipos de moedas e até ideologias e religiões inteiras.”
Para Harari, a IA representa uma verdadeira “inteligência alienígena”, uma nova forma de cognição, não-humana, capaz de agir de maneira independente, aprender sozinha e desenvolver soluções além da capacidade de previsão humana.
DEPOIS DO FANTÁSTICO
Ele renova: “Da Inteligência Artificial Geral à Superinteligência – Em entrevista exibida pelo programa Fantástico, Harari reforçou que estamos próximos de alcançar a Inteligência Artificial Geral (AGI), um marco em que sistemas de IA terão a habilidade de compreender e atuar em diferentes áreas do conhecimento de forma semelhante ou superior aos seres humanos. O próximo estágio seria a Superinteligência, um patamar em que a IA não apenas iguala, mas ultrapassa radicalmente a inteligência humana, podendo se autogerir e evoluir sem supervisão”.
Para ele, “Essa possibilidade levanta preocupações existenciais: uma falha de programação ou o uso mal-intencionado dessa tecnologia poderia transformar máquinas e armamentos em inimigos da própria humanidade. Além disso, o uso irresponsável da IA ameaça consolidar um ambiente de desinformação extrema, no qual narrativas manipuladas e realidades virtuais indistinguíveis dificultariam a própria noção de verdade.
Seria uma versão real da série de filmes do Exterminador do Futuro”.
GRAVE CONSEQUÊNCIA
Ele aborda em comentário. “Um Dilema Semelhante ao da Bomba Atômica”
Conforme aborda, “A corrida pela supremacia em IA, protagonizada principalmente por Estados Unidos e China, lembra o dilema moral enfrentado pelo físico J. Robert Oppenheimer ao desenvolver a bomba atômica. Na época, a justificativa era criar a arma antes dos nazistas; hoje, a lógica geopolítica segue semelhante: quem dominar primeiro essa tecnologia terá poder inédito sobre o mundo”.
E acrescenta :
“Essa competição acelerada gera uma corrida sem limites, com potencial para desequilíbrios sociais, políticos e econômicos globais. Se por um lado a IA promete avanços sem precedentes, por outro exige reflexão ética, regulamentação e governança tecnológica para evitar que se torne uma ameaça existencial”.
GOVERNANÇA
Em outro trecho,’ele trata do “Futuro em Disputa e proposta de uma governança global em IA”
Conforme observa, “para Harari, a invenção da Inteligência Artificial é, sem dúvidas, o evento mais relevante do início deste século. Sua influência será sentida em todos os aspectos da vida humana: trabalho, economia, cultura, ciência, política e relações sociais. Contudo, assim como um remédio pode se transformar em veneno, o impacto da IA dependerá da forma como será desenvolvida e controlada”.
E adiciona:
“A questão central não é mais se a IA moldará o futuro da humanidade, mas como e por quem essa transformação será conduzida. A urgência em estabelecer normas, limites e estratégias globais para lidar com essa tecnologia é inegável. Afinal, o que está em jogo é a própria proteção do ser humano em uma era que começa a ser dominada por máquinas e programas inteligentes”.
Conclui:”A nossa proposta é a criação de uma governança global para a Inteligência Artificial, através de órgãos internacionais e de regulamentação que precisa urgente ser criada. É um tema que não pode se fugir, tem que se enfrentar, antes que seja tarde”.

