O governo brasileiro e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) deram mais um passo para ampliar a cooperação técnica e criar novas linhas de financiamento voltadas a empreendimentos de transporte e infraestrutura logística do Novo PAC nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste.
Em reunião realizada nesta quinta-feira (14), em Xangai, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, apresentou à presidente do NDB, Dilma Rousseff, uma carteira de projetos a serem financiados com o empréstimo de US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) do banco e discutiu requisitos para o lançamento de novos créditos por meio dos Fundos de Desenvolvimento Regional.
Segundo Waldez Góes, as negociações vêm sendo conduzidas com cuidado para garantir uma parceria sólida e de impacto concreto no desenvolvimento regional.
“Acreditamos que esses projetos respondem a desafios estruturais e contribuirão para ampliar a inclusão territorial, a segurança hídrica e a infraestrutura. Estamos à disposição para seguir com o diálogo técnico e avançar na construção conjunta de soluções financeiras que fortaleçam a capacidade do Brasil de enfrentar seus desafios territoriais e climáticos”, afirmou.
Dilma Rousseff destacou a priorização de iniciativas alinhadas ao plano de transformação ecológica e à transição energética. “Estamos discutindo, fundamentalmente, como levar infraestrutura logística, portos, terminais e rodovias para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, garantindo que haja uma transição energética justa com a adoção de fontes alternativas de energia, inclusive com o uso de biocombustíveis, e cidades inteligentes”, disse.
Formato da carteira de financiamento
À frente da estratégia de captação de recursos, o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Tavares, explicou que a carteira apresentada foi elaborada junto à Secretaria Especial do PAC e à Casa Civil, identificando iniciativas elegíveis dentro das diretrizes do banco, com foco em logística, transporte e sustentabilidade, especialmente para a Amazônia. Entre elas, concessões rodoviárias, terminais ferroviários (como Transnordestina, Fico e Fiol), hidrovias e portos.
A meta, segundo Tavares, é acelerar a seleção dos projetos mais estratégicos para que novas linhas de financiamento sejam anunciadas no segundo semestre de 2025, em alinhamento com a agenda da COP 30.
Parcerias em números
Atualmente, a Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros negocia US$ 1,833 bilhão com quatro organismos multilaterais — Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (BM) e NDB.
Os recursos serão aplicados por meio dos Fundos de Desenvolvimento para impulsionar projetos estruturantes no país, fortalecendo as relações bilaterais com a China e ampliando investimentos em infraestrutura, desenvolvimento regional e inovação.

