Augusto Melo é destituído do Corinthians após votação de Impeachment por associados

Augusto Melo está oficialmente destituído do cargo de presidente do Corinthians.Na assembleia-geral dos associados, durante este sábado, a maioria decidiu pela aprovação do impeachment no Parque São Jorge. Ao todo, foram contabilizados 1413 votos pelo afastamento de Augusto, enquanto apenas outros 620 validaram o retorno do ex-presidente ao poder – 69,37% aprovaram a saída de Melo.

 

A votação ainda contou com três votos nulos. O total de votantes foi de 2037 – veja a votação urna a urna abaixo. O agora ex-mandatário esteve presente no Parque São Jorge durante todo o sábado. Chegou antes da abertura das urnas e não foi visto por ninguém da imprensa. Ficou o tempo todo dentro do ginásio e deixou o local por uma saída nos fundos ainda durante as apurações, quando apenas cinco urnas haviam sido contabilizadas.

 

É importante ressaltar que tiveram direito ao voto apenas os associados que pertencem ao quadro social há, pelo menos, cinco anos e que não tinham mensalidades atrasadas com o clube. 

 

Agora, Osmar Stabile, o presidente interino, segue no comando do clube até que Romeu Tuma Júnior, o presidente do Conselho Deliberativo (CD), convoque uma nova eleição presidencialconforme determina o artigo 108 do estatuto. O próprio Stabile pode ser um dos candidatos, já que é permitido a tentativa apenas para quem é conselheiro vitalício ou para aqueles que foram eleitos conselheiros duas vezes pelo CD. O escolhido deve cumprir a gestão até o final de 2026, justamente quando acabaria o mandato de Augusto Melo.

 

Augusto foi afastado pelo CD no dia 26 de maio . Foram 176 votos a favor do impeachment parcial, contra 57 contrários ou nulos. Os conselheiros optaram por acionar o processo motivados pelo caso VaideBet (antiga patrocinadora), onde o presidente afastado se tornou réu na Justiça de São Paulo após indícios de associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado, identificados pela Polícia Civil e também acatados pelo Ministério Público.

 

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Walter Santos

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