Por Luciana Leão*
Juazeiro-BA- O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, afirmou nesta quarta-feira (31) que o Semiárido nordestino concentra uma das maiores riquezas econômicas do país e reforçou o papel estratégico da fruticultura regional no mercado internacional.
A declaração foi feita durante a abertura do ICS Internacional COOP Semiárido, evento que reúne lideranças do cooperativismo até o dia 2 de agosto, na Univasf, em Juazeiro-BA.
“Somos o maior polo de fruticultura do Brasil. O Vale do São Francisco está conectado com o mundo. Hoje estamos aqui e vemos exemplos de cooperativas exitosas. O Semiárido é a solução de muitas riquezas”, destacou Coelho.
Principal produtor e exportador de manga do país, o Vale do São Francisco abastece sobretudo o mercado europeu e, em menor escala, os Estados Unidos.
Uma das maiores empresas do setor, a Agrodan, está sediada no município de Belém do São Francisco (PE) e tem atuação de destaque na cadeia exportadora.
O posicionamento de Coelho ocorre em meio ao impacto do chamado tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que prevê taxas de até 50% sobre produtos exportados pelo Brasil. A manga, carro-chefe da fruticultura da região, não foi isenta da medida.
Guilherme Coelho reconheceu que a decisão representa uma perda para os produtores, mas manteve otimismo sobre negociações diplomáticas em andamento.
“Nada é impossível. Estamos de cabeça erguida. Temos interlocutores e vamos ter até o dia 6 de agosto um melhor posicionamento”, afirmou.
Em nota oficial, a Abrafrutas informou que segue acompanhando as negociações entre os governos brasileiro e norte-americano, com a expectativa de um acordo que mantenha o mercado americano atrativo para as frutas brasileiras. A entidade também reforçou que apoia seus associados na interlocução com importadores e autoridades para buscar medidas que reduzam prejuízos ao setor.
*Jornalista foi convidada pelo sistema OCB-PE e organizadores do ICS Internacional COOP Semiárido 2025

