Sudene reúne Conselho para definir uso de R$ 50 bilhões em investimentos no Nordeste

A Sudene convocou para 7 de agosto a próxima reunião de seu Conselho Deliberativo, que deve aprovar diretrizes e prioridades para a aplicação de cerca de R$ 50 bilhões em recursos dos fundos FNE e FDNE em 2026. A pauta foi consolidada nesta terça (29), em encontro técnico com representantes dos estados, ministérios, setor produtivo e entidades de trabalhadores.

A proposta orçamentária do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) prevê R$ 48 bilhões para o próximo ano. A definição das diretrizes considera o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), avaliações de desempenho, recomendações do TCU e sugestões colhidas junto aos governos estaduais e instituições representativas.

Entre os focos estão a ampliação do microcrédito orientado, estímulo a micro e pequenos empreendedores e priorização de projetos ligados ao Novo PAC e ao PRDNE. A aplicação dos recursos será definida com base no porte dos beneficiários e na localização geográfica.

De acordo com a Coordenação-Geral de Cooperação e Articulação de Políticas da autarquia, a estratégia atual resultou em aumento de 11% no crédito para pequenos negócios e produtores rurais e expansão de 18,5% nos repasses à agricultura familiar via Pronaf.

FNE Verde

Outro tema relevante em debate será a inclusão do recaatingamento como ação prioritária no FNE Verde.

A proposta busca fortalecer iniciativas de recuperação ambiental com viabilidade econômica, como reflorestamento com espécies nativas, agroecologia e manejo sustentável da água.

Já o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), com previsão de R$ 2 bilhões para 2026, deve manter foco em grandes empreendimentos estruturantes. Além da Ferrovia Transnordestina, a nova carteira inclui projetos nas áreas de saúde, turismo, datacenters e saneamento básico — com apoio a PPPs e concessões.

 

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Luciana Leão

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