Quando Donald Trump resolveu punir o Brasil em nome também de uma solidariedade irracional e desmedida pró Bolsonaro, a rigor sua conduta apenas simbolizou a reação da Ultra Direita internacional insatisfeita com a liderança Global e reconhecida do presidente Lula por ser na prática o líder do Brics e do Sul Global.
São muitos avanços propostos na reunião do Rio de Janeiro propondo ações efetivas em favor do Planeta, a partir das questões climáticas, da fome e miséria diante de guerras insustentáveis mas, se reparar direito o que mais perturbou e perturba Trump e os EUA é a decisão do Brics de consolidar negócios entre os países sem necessariamente o uso do dólar.
Na prática, significa o desmoronamento do Dólar como moeda majoritária e soberana no mundo porque, como aconteceu recentemente com a Rússia diante de sanções dos EUA e Europa, o rublo acabou fazendo negócios com outras moedas sem o dólar levando o país a sobreviver em face de transações com sua moeda e os demais países, a exemplo da China, Índia, Indonésia, etc.
Radicalidade insana
Um país da dimensão e história dos EUA não poderia basear suas políticas de valor macro em nível internacional a partir de informações inconsistentes e sem base real, como tem emprestado ao ex-presidente Bolsonaro, cada vez mais perto da prisão por líderar tentativa fracassada de Golpe e de medidas anti-Democracia.
Além do mais, a taxação em 50% aos produtos brasileiros buscando gerar crise econômica de impacto precisa ser entendida como cenário de reciprocidade na qual os EUA vão ser também fortemente afetados internamente. Os preços dos produtos devem pipocar.
Enquanto há tempo e juízo em curso ainda é possível admitir que possa existir possibilidade de reversão de cenários, mesmo com a falta completa de racionalidade justificável nas medidas de Trump.
Agora é torcer, avançar nas negociações e aguardar para ver, sabendo que a senha em defesa de Bolsonaro está unindo o Brasil contra a interferência americana em curso.
É isso.
Última
“O olho que existe/ é o que vê

