Ministro do STF vê crimes de Bolsonaro e Eduardo
(Reuters) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na decisão que impôs medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro que o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas contra o Brasil buscou interferir no processo em que o ex-presidente é réu na corte, e apontou que Bolsonaro e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho, cometeram crimes.
“A implementação do aumento de tarifas tem como finalidade a criação de uma grave crise econômica no Brasil, para gerar uma pressão política e social no Poder Judiciário e impactar as relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos da América, bem como na interferência no andamento da AP 2.668/DF – que se encontra em fase de alegações finais”, escreveu Moraes na decisão, referindo-se ao processo em que Bolsonaro é réu acusado de liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Moraes impôs a Bolsonaro o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de usar redes sociais, o recolhimento domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta e em tempo integral nos fins de semana e feriados, além de uma proibição de manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e de se aproximar de sedes de embaixadas e consulados.
“O descumprimento de qualquer uma das medidas cautelares implicará na revogação e decretação da prisão”, alertou Moraes em sua decisão.

