Presidente interino do PT vê “equívoco” em judicialização de eleição em MG

Humberto Costa defende que decisão judicial interfere na autonomia do partido e afirma que, historicamente, candidatos que judicializam questões internas sofreram sanções

Taísa Medeiros e Davi Vittorazzi, da CNN, Brasília
Humberto Costa (PT-PE), em entrevista à CNN  • CNN / Reprodução
O  presidente interino do Partido dos Trabalhadores (PT), Humberto Costa, avaliou neste domingo (6) que o acionamento da Justiça, por parte da deputada federal Dandara Tonantzin, nas eleições em Minas Gerais, para assegurar sua participação no pleito interno da legenda, foi um “equívoco”.

“Eu, pessoalmente, sou da opinião de que o partido tem sua autonomia, né? As decisões são todas tomadas por maioria. Nesse caso, foi por uma maioria muito significativa do Diretório Nacional, e eu acho que foi um equívoco essa judicialização”, defendeu, em conversa com jornalistas na sede nacional do PT.

A decisão sobre as consequências do impasse caberá ao Diretório Nacional. “Por enquanto, nós entramos com uma contestação na Justiça, por considerarmos que não é papel do Judiciário interferir na vida interna de nenhum partido. Por outro lado, também vamos discutir o que fazer depois que essa questão for definitivamente decidida. E, finalmente, vamos marcar uma nova data para o encontro de Minas Gerais”, frisou.

Mais cedo, o PT anunciou o adiamento da eleição para a presidência estadual do partido em Minas Gerais, após a Justiça determinar a inclusão da deputada federal Dandara Tonantzin na disputa.

A candidatura da parlamentar havia sido indeferida pelo partido sob o argumento de que ela não havia quitado suas contribuições partidárias. O PT recebeu a decisão judicial no sábado (5) e, diante disso, alegou “impossibilidade logística” para acrescentar o nome de Dandara nas cédulas já enviadas às cidades mineiras.

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Walter Santos

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