Humberto Costa defende que decisão judicial interfere na autonomia do partido e afirma que, historicamente, candidatos que judicializam questões internas sofreram sanções
| O presidente interino do Partido dos Trabalhadores (PT), Humberto Costa, avaliou neste domingo (6) que o acionamento da Justiça, por parte da deputada federal Dandara Tonantzin, nas eleições em Minas Gerais, para assegurar sua participação no pleito interno da legenda, foi um “equívoco”. |
“Eu, pessoalmente, sou da opinião de que o partido tem sua autonomia, né? As decisões são todas tomadas por maioria. Nesse caso, foi por uma maioria muito significativa do Diretório Nacional, e eu acho que foi um equívoco essa judicialização”, defendeu, em conversa com jornalistas na sede nacional do PT.
A decisão sobre as consequências do impasse caberá ao Diretório Nacional. “Por enquanto, nós entramos com uma contestação na Justiça, por considerarmos que não é papel do Judiciário interferir na vida interna de nenhum partido. Por outro lado, também vamos discutir o que fazer depois que essa questão for definitivamente decidida. E, finalmente, vamos marcar uma nova data para o encontro de Minas Gerais”, frisou.
Mais cedo, o PT anunciou o adiamento da eleição para a presidência estadual do partido em Minas Gerais, após a Justiça determinar a inclusão da deputada federal Dandara Tonantzin na disputa.
A candidatura da parlamentar havia sido indeferida pelo partido sob o argumento de que ela não havia quitado suas contribuições partidárias. O PT recebeu a decisão judicial no sábado (5) e, diante disso, alegou “impossibilidade logística” para acrescentar o nome de Dandara nas cédulas já enviadas às cidades mineiras.

