ABRAMGE crítica aumento de 6,06% nos planos de saúde individuais e familiares anunciado pela ANS

Para a Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE), o índice de 6,06% de reajuste dos planos de saúde individuais e familiares, anunciado nesta segunda-feira (23/06/2025) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fica aquém das reais necessidades de recomposição de custos do setor.



Segundo projeções de consultorias internacionais e nacionais, no Brasil, o custo médico-hospitalar deverá crescer entre 12% e 13% em 2025, resultado direto da incorporação de tecnologias, custo de importação e do câmbio, aumento de frequência de utilização de serviços, dentre outros.

 

No que tange à utilização, pela ANS, de um cálculo previsto em norma, com dados públicos e auditados, a *ABRAMGE* questiona o fato de a fórmula não prever a recomposição total do aumento de despesas, já que há descontos pelo fator de eficiência e faixa etária. Além disso, a metodologia de reajuste atual, introduzida em 2018, não permite a recomposição dos desequilíbrios acumulados desde que a ANS começou a divulgar o índice máximo a ser aplicado aos planos individuais, em 2000, e toma como referência uma média nacional da variação das despesas médicas, desconsiderando as profundas diferenças de porte e perfil das mais de 600 operadoras de planos de saúde do país.

 

O equilíbrio entre a utilização dos serviços, sua qualidade e a constante modernização de todo o sistema de saúde, são fundamentais para a sustentabilidade do setor e garantir esse serviço aos atuais 52,3 milhões de beneficiários.

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Walter Santos

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