O ex-chanceler brasileiro classificou o cenário atual como “gravíssimo” e defendeu com urgência uma mobilização pela paz
“Temo por uma guerra mundial”, afirmou Amorim, ressaltando o potencial destrutivo da atual escalada no Oriente Médio. “Não vejo outra solução a não ser pressionar para um cessar-fogo”, disse ele, reforçando o apelo do governo brasileiro por uma resposta diplomática à crise.
Amorim, que já foi ministro das Relações Exteriores nos governos Itamar Franco e Lula, além de ministro da Defesa no governo Dilma Rousseff, disse que os ataques norte-americanos “não ajudam em nada” e só ampliam o risco de envolvimento de potências militares, como China e Rússia, numa reação em cadeia. “Se começarem a entrar esses atores maiores, aí estamos diante de uma guerra mundial”, advertiu.
Para o assessor, o que se vê é um enfraquecimento dos mecanismos multilaterais de contenção de conflitos, agravado pela paralisia do Conselho de Segurança da ONU. “Essa escalada não se justifica de forma alguma. A paz não virá por esses meios”, declarou. Ele afirmou ainda que “há uma banalização da guerra” e que os países estão tratando ações militares com um grau de normalidade preocupante.

