Por José Natal*
Até o final deste ano de 2025, toda a frota de ônibus que circula pelo plano piloto de Brasília será composta por veículos elétricos. A novidade, ainda não comunicada oficialmente à comunidade, foi anunciada pelo Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em evento que reuniu empresários e políticos de diferentes segmentos e partidos da Capital da República, promovido pela Lide – Grupo de Líderes Empresariais – esta semana.
Boa notícia para a Capital da República, e melhor ainda porque sinaliza que a preocupação com o transporte coletivo da cidade está na pauta do Governante.
No mesmo encontro, o vice presidente Sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, anunciou que a montadora chinesa fará grandes investimentos no DF, visando dar melhor estrutura e atendimento técnico mais eficiente ao usuário e revendedor do carro elétrico, hoje em alta preferência do consumidor brasileiro. Embutido nessa questão, o fator ambiente saudável, sem poluição.
E foi além. Disse ele aos empresários que além de Brasília também entram na pauta de investimentos e atendimento, os mercados do Centro Oeste e regiões do Norte e do Nordeste. A troca do carro a combustão pelo carro elétrico nos dias de hoje é uma realidade, daí a importância e a boa acolhida por parte dos quase 300 participantes da reunião.
Na verdade, um debate com questões atuais. Muito se perguntou sobre a eficiência técnica e funcional do carro elétrico, sobre praticidade de operação, consumo de energia e quais os itens principais na utilização prática do veículo com respeito a sua utilização em longos percursos.
O dirigente, com objetividade, disse que somente pessoas com visão miope não enxergam as vantagens e benefícios que a utilização desses veículos costumam trazer. A rigor, as questões são coerentes, e a curiosidade sobre a nova realidade é natural que aconteça. Algumas particularidades comuns aos veículos a combustão e ao movido a eletricidade, sempre são questionadas.
A Revista Auto Esporte, especializada e tecnicamente qualificada, menciona ítens que são facilmente identificados por usuários das duas modalidades. Por exemplo, o período de revisão entre os dois veículos dá nítida vantagem ao carro elétrico, e tem um custo bem menor.
Não há necessidade de troca de óleo do motor, não há embreagem a ser regulada. Em termos objetivos, quanto ao ítem específico de custos sobre revisão, a diferença é expressiva.
Segundo a revista, em qualquer circunstância, em média a revisão de qualquer carro a combustão não sai por menos de 4 mil reais, se bem avaliada. O carro elétrico exige apenas 1500 a 1600 reais.
Importante para Brasília, e para investidores e consumidores da região e todos ao seu redor, é que tudo que ali foi debatido de alguma forma, terá repercussão e consequência no ambiente econômico e motivará com certeza um movimento saudável no mercado. O que, na verdade, era esse o objetivo.

