A defesa apontou que áudios atribuídos a Cid, divulgados em uma conta no Instagram, indicariam que ele teria colaborado com as autoridades sob pressão. “O teor das diversas mensagens expõe não só a falta de voluntariedade, mas especialmente a ausência de credibilidade da delação”, argumentaram os advogados.
Moraes, porém, classificou o pedido como “impertinente” e afirmou que a fase atual do processo não comporta esse tipo de contestação.
Os áudios em questão foram incluídos no sistema do STF e mostram Cid se queixando de abandono por aliados e de ter sido o único a “perder tudo” no processo que apura tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em um dos trechos, ele critica o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e compara sua situação com a de outros militares próximos de Bolsonaro.
Apesar das reclamações em mensagens privadas, Cid declarou oficialmente ao STF que não sofreu coerção e que assinou o acordo por livre vontade.

