Governadora Fátima Bezerra embarca para Dinamarca em busca de apoio para o projeto Porto-Indústria Verde

Missão internacional do governo do Rio Grande do Norte na Dinamarca, esta semana, intensifica as relações comerciais entre empresas do país europeu interessadas em investir, de olho no mercado de energia eólica offshore (ao mar). A programação foi organizada pelo governo dinamarquês e terá a participação a partir desta quarta-feira (4) da governadora Fátima Bezerra.

Uma das visitas da equipe potiguar foi à fábrica da Vestas, localizada no polo industrial do Porto de Odense. A unidade visitada — referência internacional em inovação e eficiência no setor de energias renováveis — emprega mais de 400 profissionais e foi recentemente adaptada para a produção do modelo V236-15MW, uma das turbinas eólicas offshore mais potentes e avançadas em operação.

Em dezembro de 2022, a governadora Fátima Bezerra assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com a Vestas para a ampliação do Centro de Serviços da empresa no Rio Grande do Norte, que se tornará o maior da América Latina em distribuição de peças e serviços para turbinas eólicas

A missão tem como objetivo principal subsidiar o projeto Porto-Indústria Verde, iniciativa do Governo do Estado voltada à consolidação de uma cadeia produtiva para energia eólica offshore, à atração de investimentos sustentáveis e ao fortalecimento da infraestrutura portuária potiguar.

Centro de Serviços Vestas

Atualmente em funcionamento, a unidade, localizada em Parnamirim, consolida o Rio Grande do Norte como referência nacional e regional na cadeia produtiva da energia eólica.

O complexo emprega cerca de 600 profissionais e é responsável pela capacitação técnica das equipes que atuam em parques eólicos no Brasil, especialmente no Nordeste, além de formar colaboradores vindos de outros países da América Latina.

A estrutura também abriga o maior estoque de peças e componentes da Vestas no Brasil, funcionando como um hub logístico que dá suporte direto às operações da empresa em todo o território nacional.

O centro fortalece ainda o papel do Porto de Natal na logística de importação de componentes de menor porte, utilizados na manutenção de turbinas — como o gearbox, peça essencial dos aerogeradores. Já os componentes de maior porte chegam por outros estados ou são produzidos em unidades como a do Ceará.

 

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Luciana Leão

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