Netanyahu diz que chefe do Hamas, Mohammed Sinwar, foi “eliminado”

De Kieran Guilbert (Euronews) – Israel matou Mohammed Sinwar, o líder do Hamas em Gaza, informou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aos legisladores, depois dos meios de comunicação social israelitas terem noticiado, que ele tinha sido alvo de um recente ataque aéreo a um hospital na Faixa de Gaza.

Um dos alvos mais procurados por Israel, Sinwar é considerado o principal líder militar do Hamas em Gaza.

É irmão de Yahya Sinwar, o falecido chefe do Hamas e um dos mentores do ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que foi morto pelas FDI no ano passado.

Em declarações ao parlamento israelita nesta quarta-feira (28), Netanyahu incluiu Sinwar numa lista de líderes do Hamas mortos em ataques aéreos israelitas.

O Hamas não comentou publicamente a afirmação.

Alvos de ataque a um hospital

No início deste mês, os meios de comunicação social israelitas noticiaram que Sinwar era um dos alvos de um ataque a um hospital em Khan Younis, a 13 de maio.

À época, o exército israelita não fez qualquer comentário, afirmando apenas que tinha como alvo um “centro de comando e controle” do Hamas, que se situava por baixo do Hospital Europeu.

Os comentários de Netanyahu surgem depois de o Ministério da Saúde de Gaza ter afirmado que pelo menos um palestino foi morto e 48 ficaram feridos quando foram disparados tiros contra uma multidão que invadiu um novo local de distribuição de ajuda humanitária criado por uma fundação apoiada por Israel e pelos EUA.

O exército israelita declarou em comunicado que tinha atingido “dezenas de alvos em toda a Faixa de Gaza” nas últimas 48 horas, incluindo instalações de armazenamento de armas e postos de mísseis antitanque.

Israel prometeu tomar o controle de Gaza e lutar até que o Hamas seja destruído ou desarmado e exilado, e até que o grupo militante devolva os restantes 58 reféns apreendidos na incursão que desencadeou a guerra.

Os militantes liderados pelo Hamas mataram cerca de 1200 pessoas, na sua maioria civis, e raptaram 251 pessoas no ataque de 2023.

A subsequente ofensiva israelita matou, até esta quarta-feira, pelo menos 54 mil palestinos, na sua maioria mulheres e crianças, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, gerido pelo Hamas, cujos números não distinguem entre combatentes e civis.

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Redacao RNE

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