Contrabando de cigarros cresce no Nordeste e alimenta o crime organizado, mostra pesquisa

O contrabando de cigarros cresce de forma alarmante no Nordeste, onde produtos ilegais já representam 43% do mercado, bem acima da média nacional de 32%, segundo pesquisa do Ipec encomendada pelo FNCP. Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte lideram o ranking, com índices acima de 68%. Só no Maranhão, o comércio ilegal causou evasão de R$ 111 milhões em ICMS em 2024.

Esse comércio é apontado como uma das principais fontes de financiamento das facções criminosas, que ampliam sua presença na região — de 30 organizações em 2023 para 46 em 2024, conforme dados do Ministério da Justiça. A logística ágil dos criminosos, a alta tributação do cigarro legal e a fragilidade nas fronteiras favorecem esse crescimento.

Uma nova rota de tráfico que passa pelo Suriname e conecta o Paraguai ao Norte e Nordeste brasileiros tem facilitado a entrada de cigarros ilegais, armas e drogas.

Estima-se que o contrabando movimentou R$ 9 bilhões em 2024, com perdas fiscais de R$ 7,2 bilhões no ano. Além da importação clandestina, há fábricas ilegais em operação no Brasil: 64 já foram desativadas desde 2011.

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Wallyson Costa

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