Boletim Anual da ABEEólica aponta crescimento de 10,8% em 2024 e destaca marco legal da energia offshore como avanço estratégico
Apesar do ambiente desafiador para a expansão das energias renováveis no Brasil, a fonte eólica encerrou 2024 com um crescimento de 10,8% na capacidade instalada em relação ao ano anterior, somando 33,7 gigawatts (GW). Os dados estão no Boletim Anual 2024, divulgado esta semana pela Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica).
Com 1.103 parques eólicos e 11.720 aerogeradores em operação, a energia eólica segue como a segunda maior fonte da matriz elétrica nacional, respondendo por 16,1% da capacidade instalada.
Destaques
Entre os destaques do ano está a sanção da Lei nº 14.801/2024, que estabelece o marco legal para a geração de energia offshore no país, criando as bases para o desenvolvimento de novos projetos em alto-mar e reforçando o potencial de diversificação da matriz.
Apesar dos avanços, o setor enfrenta obstáculos relevantes, como os juros altos, o excesso de oferta no sistema e os cortes na geração de renováveis.
“Trabalhamos muito em 2024 e tudo indica que trabalharemos ainda mais. Não saímos da crise eólica, mas os dois próximos anos trarão um novo recorte, um novo olhar com uma nova perspectiva”, afirmou Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica.
O boletim também destaca o papel institucional da entidade no fortalecimento da agenda regulatória, na internacionalização do setor e na consolidação de compromissos ESG pelas empresas da cadeia produtiva.

