Nordeste registra queda de 11,75% na mortalidade infantil em três anos

 A Região Nordeste contabilizou, em 2024, um total de 10.442 óbitos de crianças de 0 a 4 anos, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Apesar de ainda representar o segundo maior número de mortes infantis entre as regiões brasileiras, o dado reflete uma redução de 11,75% em comparação com 2022, quando foram registrados 11.835 óbitos.

O maior número de mortes no Nordeste, em 2024, foi na Bahia, com 2.769 registros. Em seguida, aparecem Pernambuco (1.734), Ceará (1.367) e Maranhão (1.517). Já Sergipe foi o estado com a maior queda proporcional no período, saindo de 581 óbitos em 2022 para 437 no ano passado.

Para especialistas, o recuo nos índices é um sinal de avanço, mas não reduz a necessidade de vigilância. Infecções, desnutrição, doenças imunizáveis, causas perinatais e anemias nutricionais seguem liderando a lista de fatores que provocam mortes infantis e, na maioria dos casos, são evitáveis. A melhoria da assistência pré-natal, o acesso a serviços pediátricos qualificados, a ampliação da cobertura vacinal e a promoção do aleitamento materno continuam sendo apontados como pilares para sustentar o progresso.

Ainda assim, as diferenças entre os estados nordestinos acendem alertas. Estados como Alagoas e Sergipe, embora tenham conseguido reduzir números absolutos, apresentam taxas preocupantes quando comparadas à densidade populacional. Já Paraíba e Rio Grande do Norte tiveram oscilações menores e estabilidade nos últimos dois anos.

A gerente-geral de Operações da Organização Nacional de Acreditação (ONA), Gilvane Lolato, ressalta que a qualificação permanente das equipes de saúde e o cuidado humanizado nos serviços hospitalares são cruciais.

“Garantir a adesão aos protocolos de segurança, como a correta identificação dos pacientes, o uso seguro de medicamentos e a prevenção de infecções, faz toda a diferença. Além disso, criar ambientes hospitalares acolhedores e seguros é fundamental para proteger nossos pequenos, especialmente, os recém-nascidos e crianças com condições crônicas”, defende.

Em todo o Brasil, o número de mortes de crianças de 0 a 4 anos caiu de 38.540 em 2022 para 35.450 em 2024 — uma queda nacional de 8,02%. A Região Sudeste permanece como a que mais registra óbitos, com 12.465 casos no último ano, seguida pelo Nordeste. O Norte (4.992), Sul (4.230) e Centro-Oeste (3.321) completam o panorama nacional.

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Wallyson Costa

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