De 7 a 11 de maio próximos, a Paraíba estará representada no 1º Festival Nordestino de Economia Solidária, evento que reunirá os nove Estados nordestinos no Centro de Convenções de Salvador, na Bahia.
Promovido pelo Governo da Bahia em parceria com o Consórcio Nordeste, o Festival será um marco histórico para o fortalecimento e a visibilidade da economia solidária no cenário nacional.
A delegação paraibana contará com mais de 20 empreendimentos econômicos solidários, além de catadores, catadoras e entidades de apoio, com o suporte da Secretaria Executiva de Economia Solidária, vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano da Paraíba.
Opinião abalizada
Para Roberto Beltrão, secretário Executivo de Economia Solidária da Paraíba, a participação no Festival reforça o protagonismo do Estado no movimento solidário. “Este festival é um grande espaço onde nós da Paraíba nos faremos presentes para compor este corpo do Nordeste, levando nossa cultura, nossa experiência em economia solidária e aproveitando o espaço para fortalecer o movimento.”
A economia solidária, enquanto estratégia de geração de renda e combate à vulnerabilidade social, apresenta-se como uma alternativa concreta de desenvolvimento inclusivo. Baseada em princípios de autogestão, cooperação e solidariedade, a prática reúne cooperativas, associações e grupos produtivos que constroem uma nova forma de organizar o trabalho e o consumo.
A importância do Festival se potencializa diante da recente homologação da Lei Paul Singer (Lei nº 15.068/2024), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que institui a Política Nacional de Economia Solidária. A legislação homenageia o economista e ativista Paul Singer e consolida a pauta solidária como vetor estratégico de desenvolvimento no país.
Representando as diversas realidades paraibanas, a delegação levará experiências que vão do sertão ao litoral. Um exemplo emblemático é o grupo “Os Rufinos”, da cidade de Pombal, no Alto Sertão, uma comunidade remanescente quilombola que se destaca pela produção artesanal de peças de barro, carregando tradição, identidade e resistência cultural.
Segundo Pedro Santana, Gerente Executivo das Casas de Economia Solidária da Paraíba, o Festival representa um divisor de águas. “É importantíssimo para o fortalecimento do movimento um evento desse porte, palco de grandes nomes do cenário nacional, em especial do Nordeste, dando a visibilidade que a economia solidária merece. A Paraíba mostra para o Brasil a sua força, a sua cultura e, em especial, que uma nova economia é possível — e ela já acontece aqui e no Nordeste.”

