Suape acelera requalificação do molhe e se antecipa aos desafios das mudanças climáticas

Com 17% da obra já concluída, estrutura é chave para garantir segurança operacional e ampliar capacidade logística do porto pelos próximos 40 anos

 

 

A maior intervenção já realizada no molhe de abrigo do Porto de Suape avança em ritmo superior ao previsto, seis meses após o início das obras. Favorecida pelas boas condições climáticas, a requalificação da estrutura já atingiu 17% de execução, superando em 70% a meta inicialmente projetada para abril de 2025 — o que abre margem para lidar com uma eventual desaceleração nos meses de maior incidência de chuvas.

Orçada em R$ 123 milhões e com conclusão prevista para agosto de 2028, a obra representa um ponto de inflexão na história de Suape. Mais do que recompor uma estrutura física, o projeto prepara o porto para resistir ao avanço das marés e às exigências crescentes do comércio internacional diante dos impactos das mudanças climáticas.

A barreira de pedras, com 1,8 quilômetro de extensão, protege os berços do porto externo — em especial os Píeres de Granéis Líquidos (PGLs), que responderam por 64,1% das operações portuárias em 2024.

O diretor-presidente do porto. Armando Monteiro Bisneto, vistoriou, pessoalmente, o canteiro de obra.

É uma intervenção essencial para garantir o bom funcionamento das atividades portuárias, além de dotar Suape de uma infraestrutura robusta e resiliente frente aos desafios impostos pelas alterações climáticas”, afirma o diretor-presidente do Complexo, Armando Monteiro Bisneto. Segundo ele, o avanço das obras neste início de ciclo dá mais segurança para enfrentar o período de chuvas previsto entre junho e agosto.

Modelo híbrido de financiamento

Com recursos próprios (R$ 73 milhões) e apoio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC3), via Ministério de Portos e Aeroportos (R$ 50 milhões), a obra está sob responsabilidade da construtora Venâncio, vencedora da licitação.

A intervenção marca a quarta e última etapa de recomposição da estrutura iniciada em 2018, com aplicação de blocos de pedra entre 300 quilos e 12 toneladas — os mesmos utilizados em fases anteriores que recuperaram cerca de 1,2 quilômetro da barreira ao custo acumulado de R$ 113 milhões.

Para além dos números, o projeto consolida Suape como um porto preparado para um novo ciclo de expansão logística, mirando tanto a segurança das operações quanto a sustentabilidade de longo prazo.

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Luciana Leão

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