Personalizar preferências de consentimento

Utilizamos cookies para ajudar você a navegar com eficiência e executar certas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies sob cada categoria de consentimento abaixo.

Os cookies que são classificados com a marcação “Necessário” são armazenados em seu navegador, pois são essenciais para possibilitar o uso de funcionalidades básicas do site.... 

Sempre ativo

Os cookies necessários são cruciais para as funções básicas do site e o site não funcionará como pretendido sem eles. Esses cookies não armazenam nenhum dado pessoalmente identificável.

Bem, cookies para exibir.

Cookies funcionais ajudam a executar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.

Bem, cookies para exibir.

Cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas o número de visitantes, taxa de rejeição, fonte de tráfego, etc.

Bem, cookies para exibir.

Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a oferecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes.

Bem, cookies para exibir.

Os cookies de anúncios são usados para entregar aos visitantes anúncios personalizados com base nas páginas que visitaram antes e analisar a eficácia da campanha publicitária.

Bem, cookies para exibir.

Análise da conjuntura: Hugo Motta e o dilema da anistia

*Por José Natal

 

Em recente solenidade pública em Brasília, o novo Presidente da Câmara dos Deputados, o paraibano Hugo Motta, sentiu na pele o tamanho do problema que o cargo vai exigir dele e de assessores mais próximos. Uma respeitável senhora, agitada e com a voz alterada, o chamou de mentiroso e exigiu dele ações imediatas no parlamento para que os responsáveis pela baderna de 8 de janeiro de 2023 sejam anistiados e deixem a prisão.

 

Segundo ela, Motta ao assumir o mandato na Câmara, prometeu levar o debate ao plenário, se mostrou simpático à causa e até hoje nada aconteceu. A declaração de fato foi feita, e agora com o ano legislativo em plena atividade; o que foi dito vai ser cobrado, e a lua de mel pós eleição acabou de vez.

 

Ao afirmar não considerar a tentativa de golpe a bandalheira nefasta de 8 de janeiro, em Brasília, Motta revela já nos primeiros atos no cargo uma certa ausência de malícia política. E quem sabe um pensamento que sinaliza que ele ainda tem muito a aprender para não se desgastar no cargo, prematuramente.

 

Na cartilha de orientação a quem almeja vencer nessa competição, em algum momento alguém vai ler e aprender que no mundo político nada depende de amizade, e sim de circunstâncias. A declaração, por mais honesta que ele ache que a pronunciou, jamais convencerá alguém de que a imparcialidade será uma de suas premissas, uma vez sentado numa cadeira de tamanha importância.

 

Quando se assume certos cargos de direção e liderança, em qualquer atividade, seu pensamento continua sendo seu. Mas as atitudes dependem, geralmente, de colegiados, de votos e opiniões. Usar seu cargo de direção, para sugerir atitudes ou decisões em questões polêmicas, na linguagem da juventude, quer dizer, deu ruim. Motta tem na juventude uma parcela considerável de seus admiradores.

 

Com todo direito em defender seus interesses, os partidos de oposição, sem rodeios e com o aval do Presidente da casa, já espalham que a eles interessa e muito, levar essa questão adiante. Difícil não entender como tentativa de golpe tudo aquilo que aconteceu na Capital do País naquele janeiro que jamais será esquecido.

 

Pedindo apoio e abrigo a partidos do Governo e da oposição, para se eleger ao cargo, Motta mal assume o cargo e já dá sinais de que nessa polêmica toda ele tem um lado já escolhido.

 

Seu pronunciamento sobre questões que despertam total interesse de partidos de oposição, no mínimo soará como parcial e constrangedor a quem sempre se disse dono de atitudes políticas independente. Nascido em João Pessoa, em 12 de outubro de 1992, fez carreira brilhante na política, desde cedo apontado como ético e progressista.

 

Chega à Câmara aos 35 anos, trazendo na bagagem boas histórias e total apoio e incentivo de seu estado, que o elegeu Deputado Federal, sempre com votação elevada. Algumas de suas citações de elogios a Ulysses Guimarães, que morreu em outubro de 1992 com 76 anos, o credencia a se colocar no rol dos admiradores de um dos políticos mais importantes e respeitáveis de nosso País.

 

Quando da morte de Ulysses Guimarães, Hugo Motta tinha apenas 2 anos de vida. O ano de 2025 começa com uma série de debates que com certeza vão tensionar o ambiente político em seguidas vezes. Um dos cenários desse debate, com certeza, será a Câmara Federal, porta de entrada das questões mais polêmicas e que por certo irão pautar o dia a dia de parlamentares de todas as correntes partidárias.

 

Juiz de todos os embates que ali serão travados, Hugo Motta sabe o peso do desafio que tem pela frente. Muito cedo para que se julgue, absolva ou condene os primeiros atos e decisões do parlamentar. A verdade dos fatos é que há uma expectativa sobre os próximos capítulos de uma novela, cujo elenco carece ainda de melhores ensaios, melhores interpretações. Palco aberto ao público, que espera para saber o que vem por aí.

 

Anistiar quem deu bofetadas na cara do País é, no mínimo, um ato de conivência com o agressor.

 

José Natal é Jornalista

Curta e compartilhe:

Redacao RNE

Leia mais →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

enptes